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Relações Internacionais

Cresce comércio entre Brasil e China

13/10/11

BRICS

Cada vez mais atentos às possibilidades de negócios que cada lado oferece, os dois países aumentam os investimentos e diminuem as restrições comerciais entre si

Para a diretora executiva da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Uta Schwietzer, o bom momento da economia brasileira, a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e os projetos do pré-sal são os motivos do interesse que o Brasil tem despertado no exterior, segundo matéria da revista Carta Capital, ‘Chineses e brasileiros intensificam relações comerciais’ (veja ao lado).

Os dois países refletem uma nova configuração, na qual outras economias assumem papel de destaque no cenário mundial. Abaixo, você fica sabendo quais são elas e como essa nova realidade contribui para a construção de um mundo multipolar.

Os novos atores da economia mundial

Elaine Lima, especialista em Sociologia

Os números da economia mundial e estudos de diversas agências de análises apontam para a formatação de uma nova ordem, na qual países hoje emergentes passaram a ocupar o lugar de antigos protagonistas da economia global. Em outras palavras, apontam para a tendência de que países como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, agrupamento denominado BRICS, venha a superar o tão conhecido G-7, grupo de países desenvolvidos formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

 
Da esq. para a dir.: o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh; o presidenta da Rússia, Dmitry Medvedev; o presidente da China, Hu Jintao; a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff; e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma

Como importantes nomes do G-7 estão enfrentando séria crise financeira , a tendência é que realmente se cumpram as expectativas com relação ao BRICS, cujos países vêm superando as antigas potências no que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), à renda per capita e também no que tange ao volume de movimentações financeiras e comerciais.

A China, por exemplo, dona da economia que mais cresce no mundo, cerca de 10% ao ano, obteve em 2010 um PIB de 5,8786 trilhões de dólares. Isso colocou o país na posição de segunda maior economia do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e superando o Japão, que caiu para a terceira posição.

Os desafios do BRICS

Foi em 2006 que o BRIC, que já existia anteriormente, de fato transformou-se em um agrupamento com intenções práticas. Com a incorporação da África do Sul, em 2011, o bloco passou a se chamar BRICS, com o ‘S’ maiúsculo, de South Africa.

Veja especial da BBC sobre o BRICS
Hoje, com uma considerável representatividade geográfica, englobando quatro continentes, o BRICS reúne países com significativas densidades demográficas, como China e Índia, e engloba cerca de 3 bilhões de pessoas. Economicamente falando, sua representatividade é bastante relevante: segundo o Itamaraty, no espaço de tempo entre 2003 e 2007, antes mesmo da entrada da África do Sul, os países do BRIC foram os responsáveis por mais de 60% do crescimento do PIB mundial. Em 2010, a soma do PIB dos cinco países chegou à casa dos 11 trilhões de dólares, isto é, 18% da economia mundial.

Diante desses números, a expectativa é de que nos próximos 20 anos, o bloco de emergentes se concretize como o principal influenciador e impulsionador da economia global, contribuindo para a formatação de um mundo cada vez mais multipolar, interdependente e economicamente equilibrado. Portanto, não é por acaso que analistas financeiros têm apontado os países do BRICS como grandes celeiros de investimentos promissores em curto e, principalmente, longo prazo.

No campo político, há expectativas de que o Brasil ocupe uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), para que a China ganhe voz ativa no Fundo Monetário Internacional (FMI) e para que um russo venha a ocupar o cargo de presidente do Banco Mundial, o que significaria uma maior participação do BRICS nos mecanismos de governança internacional.

No entanto, os países que compõem o BRICS necessitam, em maior ou menor grau, resolver similares e decisivos problemas internos, principalmente no que diz respeito às questões sociais e ambientais. O aumento do PIB deve levar em conta a melhor distribuição de renda, do contrário, aponta o economista Françoise Nicolas, teremos a formação de ‘superpotências pobres’.

 Clique para ver os números do comércio entre os países do BRICS



China e Brasil: a relação entre os emergentes


Infográfico mostra pontos fortes e fracos de Brasil e China
Apesar do BRICS ainda não constituir um bloco de caráter formal, com obrigações conjuntas a serem cumpridas e direitos e deveres a serem observados pelos seus membros, algumas intenções políticas e econômicas já estão sendo levadas a cabo. Estratégias para parcerias e integrações nos setores agrícola, energético, científico e tecnológico estão sendo traçadas.

 
Atualmente a China é o principal destino
 das exportações brasileiras
De maneira mais específica, as relações comerciais entre Brasil e China foram intensificadas. A China é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, e a intenção do governo federal brasileiro é que essa relação se aprofunde cada vez mais. As parcerias firmadas entre os dois países trouxeram ganhos para o setor rural nacional, na medida em que abriram o mercado chinês para as carnes brasileiras. Em contrapartida, provocou forte reação do nosso setor produtivo industrial, que teme a competição agressiva de produtos chineses no país.

Dossiê China
Na relação comercial entre Brasil e China algumas discrepâncias são vistas com preocupação por alguns setores industriais do Brasil: atualmente, exportamos para a China produtos básicos, como minério de ferro, soja, café em grão, petróleo bruto, fumo, algodão e celulose. Já a China exporta para o Brasil produtos com maior valor agregado, como bens intermediários e de consumo.

Tema: Os números do BRICS e as relações comerciais entre Brasil e China

Disciplina(s): Matemática

Resumo: Descubra como utilizar os números do BRICS e das relações comerciais entre Brasil e China em uma interessante aula de matemática. Trabalhe com tabelas e gráficos que tratam de questões como balança comercial e crescimento do PIB e explore o desenvolvimento econômico que tem feito desses países novos atores da economia mundial.


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Tags da matéria
áfrica, bloco, brasil, brics, china, comercial, comércio, Economia, exportação, g7, importação, índia, mercado, pib, Relações internacionais, rússia, sul

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